Enfermeiro intensivista: formação, atuação e carreira

Enfermeiro intensivista: formação, atuação e carreira

Postado em 05/01/2026

A UTI é um dos campos que mais exigem e mais valorizam o Enfermeiro especialista. Veja o caminho para chegar lá.

Por Equipe Editorial Grupo Nobre. Revisado em 11/10/2026.

Resposta rápidaO Enfermeiro intensivista cuida de pacientes críticos em UTI adulto, pediátrica ou neonatal, com monitorização contínua, dispositivos invasivos e decisões rápidas. A RDC Anvisa nº 7/2010 exige, entre outros requisitos, Enfermeiro coordenador com título de especialista em terapia intensiva e ao menos um Enfermeiro assistencial para cada 10 leitos por turno. A especialização lato sensu (mínimo de 360 horas), reconhecida pelo MEC e registrada no Coren, é o caminho formal para se apresentar como especialista.

O que faz o Enfermeiro na UTI

  • Avaliação clínica contínua e aplicação de escalas (sedação, delirium, dor, risco de lesão por pressão).
  • Manejo de dispositivos: ventilação mecânica, cateteres centrais e arteriais, drenos, PICC.
  • Administração e titulação de drogas vasoativas, sedação e analgesia conforme protocolos.
  • Prevenção de infecções relacionadas à assistência, como pneumonia associada à ventilação e infecção de corrente sanguínea.
  • Atendimento à parada cardiorrespiratória e às intercorrências.
  • Processo de Enfermagem, supervisão da equipe e comunicação com a família.

O que a norma exige da UTI

Requisito (RDC nº 7/2010)O que significa
Enfermeiro coordenadorCom título de especialista em terapia intensiva ou em outra especialidade relacionada à assistência ao paciente grave
Enfermeiros assistenciaisNo mínimo 1 para cada 10 leitos ou fração, em cada turno
Técnicos de enfermagemNo mínimo 1 para cada 2 leitos, em cada turno

O dimensionamento real deve considerar a complexidade dos pacientes, conforme o Parecer Normativo Cofen nº 1/2024, e não apenas o mínimo legal.

Competências mais valorizadas

  • Raciocínio clínico e reconhecimento precoce da deterioração.
  • Domínio de ventilação mecânica e de hemodinâmica.
  • Acessos vasculares, incluindo PICC e punção arterial guiadas por ultrassom.
  • Ultrassonografia point of care (POCUS) dentro das atribuições do Enfermeiro.
  • Comunicação com a equipe e com famílias em situações difíceis.
  • Liderança e gestão de leitos.

Perguntas frequentes

Precisa de especialização para trabalhar em UTI?

Para atuar como assistencial, não é obrigatória por lei, mas é muito valorizada. Para coordenar a enfermagem da UTI, a RDC nº 7/2010 exige título de especialista.

Quantas horas tem uma pós em UTI?

No mínimo 360 horas, como toda pós-graduação lato sensu, segundo a Resolução CNE/CES nº 1/2018.

A pós em UTI é registrada no Coren?

Sim, se for lato sensu de instituição credenciada pelo MEC, conforme a Resolução Cofen nº 581/2018.

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Referências

  1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Resolução da Diretoria Colegiada RDC nº 7, de 24 de fevereiro de 2010. Requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva.
  2. Conselho Federal de Enfermagem. Parecer Normativo nº 1/2024. Parâmetros para o dimensionamento do quadro de profissionais de enfermagem. Brasília: Cofen; 2024.
  3. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Cofen nº 581/2018. Atualiza os procedimentos para registro de títulos de pós-graduação lato e stricto sensu concedido a Enfermeiros. Brasília: Cofen; 2018.
  4. Brasil. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CES nº 1, de 6 de abril de 2018. Estabelece diretrizes para cursos de pós-graduação lato sensu.
  5. Brasil. Lei nº 14.434, de 4 de agosto de 2022. Piso salarial da enfermagem.
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