Cateter venoso central: indicações e escolha do sítio

Cateter venoso central: indicações e escolha do sítio

Postado em 18/05/2026

O acesso central de punção direta continua essencial no paciente crítico. Veja quando indicar e o que considerar em cada sítio.

Por Equipe Editorial Grupo Nobre. Revisado em 11/10/2026.

Resposta rápidaO cateter venoso central (CVC) de curta permanência é indicado no paciente crítico que precisa de drogas vasoativas, vários lúmens, monitorização da pressão venosa central, reposição volêmica rápida ou hemodiálise de urgência. A jugular interna guiada por ultrassom é o sítio mais usado; a subclávia tem menor taxa de infecção, mas maior risco de pneumotórax; a femoral fica para emergências. A inserção é médica, e a enfermagem participa do checklist e faz a manutenção.

Indicações

  • Drogas vasoativas em infusão contínua, especialmente em doses altas.
  • Necessidade de vários lúmens para medicamentos incompatíveis.
  • Soluções vesicantes ou hiperosmolares em paciente sem outro acesso central.
  • Monitorização da pressão venosa central e da saturação venosa central.
  • Hemodiálise ou terapia renal contínua de urgência (cateter específico de duplo lúmen).
  • Rede venosa periférica inviável em situação aguda.

Escolha do sítio

SítioVantagensDesvantagens
Jugular internaFácil visualização ao ultrassom, compressível em caso de punção arterialDesconforto, curativo difícil em pescoço com barba ou secreções
SubcláviaMenor taxa de infecção e de trombose, mais confortávelMaior risco de pneumotórax; artéria não compressível
FemoralAcesso rápido na emergência, longe da via aéreaMaior risco de infecção e trombose em adultos; limita a mobilização

As diretrizes recomendam a punção guiada por ultrassom, que reduz tentativas, punção arterial e pneumotórax, e a revisão diária da necessidade do cateter.

Papel da enfermagem na inserção

  • Preparar o material, o paciente e o posicionamento (Trendelenburg para jugular e subclávia).
  • Aplicar o checklist de inserção e interromper o procedimento diante de quebra de técnica.
  • Garantir barreira máxima estéril e antissepsia com clorexidina alcoólica.
  • Monitorar ritmo cardíaco durante a passagem do fio-guia, pelo risco de arritmia.
  • Registrar data, sítio, profissional e confirmação da posição.

Perguntas frequentes

Enfermeiro pode passar cateter venoso central de jugular ou subclávia?

Não. A punção venosa central direta é realizada pelo médico. O acesso central inserido pelo Enfermeiro qualificado é o PICC.

Qual o sítio de menor infecção?

A subclávia tem as menores taxas de infecção em adultos, mas maior risco de pneumotórax na inserção.

Por quanto tempo o CVC pode ficar?

Não há troca programada. Ele deve ser retirado assim que deixar de ser necessário ou diante de complicação.

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Referências

  1. Buetti N, Marschall J, Drees M, et al. Strategies to prevent central line-associated bloodstream infections in acute-care hospitals: 2022 Update. Infect Control Hosp Epidemiol. 2022;43(5):553-569. doi:10.1017/ice.2022.87.
  2. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Medidas de prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde. Brasília: Anvisa; 2017. (Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde).
  3. Nickel B, Gorski L, Kleidon T, et al. Infusion Therapy Standards of Practice, 9th Edition. J Infus Nurs. 2024;47(1S Suppl 1):S1-S285. doi:10.1097/NAN.0000000000000532.
  4. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Cofen nº 736, de 17 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de enfermagem.
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