Vacinação do profissional de saúde: quais vacinas tomar

Vacinação do profissional de saúde: quais vacinas tomar

Postado em 11/10/2026

Estar com a vacinação em dia protege o profissional, os pacientes e a família. Veja quais vacinas o calendário do Ministério da Saúde indica para trabalhadores da saúde e como conferir a sua imunidade para hepatite B.

Por Equipe Editorial Grupo Nobre. Revisado em 11/10/2026.

Resposta rápidaO calendário nacional para trabalhadores da saúde inclui hepatite B (3 doses), dupla adulto dT com reforço a cada 10 anos e dTpa, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela para suscetíveis, febre amarela conforme a faixa etária e a situação vacinal, influenza anual e covid-19. Após o esquema de hepatite B, recomenda-se dosar o anti-HBs para confirmar a resposta. A NR-32 obriga o empregador a oferecer gratuitamente vacinação contra tétano, difteria e hepatite B, além das previstas no PCMSO.

Por que o profissional de saúde tem calendário próprio

Quem trabalha em serviços de saúde tem maior chance de exposição a agentes infecciosos e, ao mesmo tempo, pode transmitir doenças imunopreveníveis a pacientes vulneráveis, como recém-nascidos, gestantes, idosos e imunossuprimidos. Por isso o Programa Nacional de Imunizações define recomendações específicas para esse grupo, e sociedades como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) publicam calendários ocupacionais.

As vacinas do calendário do trabalhador da saúde

VacinaEsquema geralObservações
Hepatite B3 doses (0, 1 e 6 meses)Dosar anti-HBs após o esquema completo para confirmar a resposta.
dT (difteria e tétano)3 doses para não vacinados, reforço a cada 10 anosEm ferimentos graves, o reforço pode ser antecipado conforme a avaliação.
dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular)Dose únicaIndicada para trabalhadores da saúde, com atenção especial a quem atua com recém-nascidos. Verifique a indicação vigente com a sala de vacina.
Tríplice viral (SCR)2 doses para não vacinadosVacina de vírus vivo atenuado: contraindicada na gestação e em imunossupressão.
Varicela1 ou 2 doses, conforme o laboratórioPara profissionais suscetíveis (sem história da doença ou da vacinação).
Febre amarelaDose única ou reforço, conforme a idade em que foi vacinadoSeguir as regras de faixa etária e as precauções do calendário vigente.
InfluenzaAnualTrabalhadores da saúde são grupo prioritário nas campanhas.
Covid-19Conforme o calendário vigenteAs recomendações têm sido revistas periodicamente pelo Ministério da Saúde.

O esquema detalhado, os intervalos mínimos e as faixas etárias mudam com as atualizações do calendário. Por isso, a conferência deve ser feita com a caderneta em mãos, na sala de vacina ou no serviço de saúde ocupacional.

Hepatite B e o anti-HBs

A hepatite B é a infecção imunoprevenível de maior importância no acidente com material biológico. Ter o esquema completo não basta: uma parte das pessoas vacinadas não desenvolve resposta protetora. A dosagem do anti-HBs após a terceira dose mostra se a vacina funcionou. Resultado igual ou superior a 10 UI/L indica resposta.

Quem não respondeu deve repetir o esquema, segundo orientação do serviço, e dosar novamente. Quem permanece sem resposta após dois esquemas é considerado não respondedor e, em caso de exposição a fonte com hepatite B, precisa de imunoglobulina específica. Saber o seu status antes de um acidente evita atraso na conduta. O post sobre acidente com perfurocortante explica esse fluxo.

O que diz a NR-32

A NR-32 determina que todo trabalhador dos serviços de saúde receba, gratuitamente, programa de imunização ativa contra tétano, difteria e hepatite B e as demais vacinas estabelecidas no PCMSO. O empregador deve fazer o controle da eficácia da vacinação sempre que recomendado pelo Ministério da Saúde, providenciar reforços, registrar a vacinação no prontuário clínico individual e fornecer comprovante ao trabalhador.

A norma prevê ainda que o trabalhador seja informado das vantagens e dos efeitos colaterais das vacinas e dos riscos de não se vacinar. Em caso de recusa, ela deve ser registrada.

Perguntas frequentes

Perdi minha caderneta. Preciso recomeçar tudo?

Sem comprovação, as vacinas costumam ser consideradas não aplicadas. Antes de refazer esquemas, verifique registros no aplicativo do SUS, na unidade onde foi vacinado ou no serviço onde trabalhou. Para hepatite B, o anti-HBs ajuda na decisão.

Preciso dosar anti-HBs de novo depois de anos?

Para quem já teve resposta comprovada após o esquema, a recomendação geral é não repetir doses de rotina. Em caso de acidente, o serviço avalia a necessidade de nova dosagem.

O empregador pode exigir a vacinação?

A NR-32 obriga o empregador a oferecer e registrar a vacinação e a informar o trabalhador. A eventual recusa precisa ser documentada.

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Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação: trabalhador da saúde. Programa Nacional de Imunizações; versão vigente.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. Brasília: Ministério da Saúde; edição vigente.
  3. Sociedade Brasileira de Imunizações. Calendário de vacinação ocupacional. São Paulo: SBIm; edição vigente.
  4. Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32): Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde.
  5. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais. Brasília: Ministério da Saúde.
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